A administração norte-americana assinou um decreto que declara o estado de emergência nacional sobre a infraestrutura elétrica dos Estados Unidos. A decisão proíbe a compra e a integração de componentes tecnológicos oriundos de países sob sanções ou embargos de armamento impostos por Washington.
Embora a diretiva do Presidente Donald Trump não nomeie nações específicas, a restrição afeta de forma direta o mercado chinês, o único fornecedor sob estas restrições que exporta equipamentos deste ecossistema para o território norte-americano. O plano de aplicação da medida prevê a publicação de regulamentos detalhados num prazo de 120 dias.
Fontes oficiais da Casa Branca confirmaram que o objetivo central da iniciativa reside na proteção da estabilidade energética e dos sistemas de informação críticos do país. As autoridades justificam a urgência da decisão com o forte crescimento da procura energética nos EUA, impulsionado pelo expansão da inteligência artificial, pela criação de novos data centers e pela exigência da indústria de defesa.
Com esta determinação, o Departamento de Energia passa a dispor de autoridade para impor condicionalismos à permanência de componentes já instalados — tais como transformadores, sistemas de armazenamento, inversores e sistemas automatizados — até à sua substituição definitiva. A decisão surge no seguimento de medidas de contenção semelhantes adotadas recentemente pelos reguladores de telecomunicações norte-americanos e europeus.
Fonte - CNN Portugal