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Porto recupera o elétrico do passado enquanto prepara a mobilidade do futuro
Linha 22 voltou aos carris e simboliza a aposta do Município no transporte público, na sustentabilidade e na preservação da identidade da cidade
Por Redação
Publicado em 04/09/2026 21:03
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Foto:João Pedro Rocha

A mobilidade no Porto está a ser pensada com os olhos postos no futuro, sem esquecer os meios de transporte que fazem parte da história da cidade. A reativação da histórica Linha 22 do elétrico é um dos exemplos dessa estratégia, ao voltar a ligar o Carmo à Batalha num percurso circular pelo coração do centro histórico.

A circulação da linha, retomada este verão depois de uma interrupção de vários anos, permite a residentes e visitantes percorrer alguns dos locais mais emblemáticos da cidade, como a Praça da Liberdade, a Torre dos Clérigos e a Praça da Batalha.

Foi precisamente a bordo de um dos elétricos da Linha 22 que o presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, e o presidente da STCP, Luís Osório, destacaram a importância de conciliar tradição e inovação na política de mobilidade da cidade.

O autarca sublinhou que o Município está a reforçar a utilização do transporte público através de diferentes soluções, entre autocarros, metro, transporte fluvial e elétricos. Neste contexto, revelou que cerca de 100 mil portuenses já aderiram ao Passe Metropolitano Gratuito, medida que entrou em vigor em julho.

Para Pedro Duarte, a gratuitidade dos transportes representa não apenas um apoio às famílias, mas também uma oportunidade para alterar progressivamente os hábitos de deslocação dos cidadãos. O presidente da Câmara admite, contudo, que essa mudança será gradual e deverá tornar-se mais evidente nos próximos anos.

A expectativa é que, dentro de quatro a seis anos, se consiga perceber uma alteração significativa na relação dos portuenses com o transporte público, incentivando a sua utilização sempre que possível e deixando o automóvel para situações em que seja realmente necessário.

A viagem na Linha 22 serviu igualmente para destacar o valor histórico e cultural dos elétricos na identidade do Porto. Pedro Duarte defendeu que a modernização da cidade deve continuar ligada às suas raízes e considerou esta linha um exemplo de como tradição e sustentabilidade podem coexistir.

O presidente da Câmara destacou ainda o trabalho desenvolvido pela administração da STCP, considerando que a empresa atravessa atualmente uma fase de maior estabilidade e qualidade na prestação do serviço.

Suspensa desde novembro de 2021 devido às obras de expansão da rede do Metro do Porto, a Linha 22 voltou este verão aos carris. O percurso demora cerca de 30 minutos e permite conhecer vários pontos centrais da cidade através de um meio de transporte que é, simultaneamente, histórico e sustentável.

Além da vertente turística, a linha desempenha também um papel na ligação à restante rede de elétricos. No Carmo, os passageiros podem fazer ligação à Linha 18, que permite posteriormente a ligação à Linha 1, em Massarelos.

O regresso da Linha 22 representa, assim, mais do que a recuperação de um percurso histórico: é também um sinal da estratégia do Porto para combinar mobilidade sustentável, transporte público e valorização do património da cidade.

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