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Castro Almeida Assume Limites Dos Apoios Contra A Crise Do Custo De Vida
O ministro da Economia e da Coesão Territorial justifica o alcance das novas medidas com o impacto da conjuntura de guerra e garante que o alívio fiscal e o bónus às pensões não põem em risco o equilíbrio orçamental.
Por Redação
Publicado em 09/09/2026 22:07
Nacional
@Lusa

Porto, 09 set 2026 (Lusa) — Os pacotes de ajuda financeira anunciados pelo Governo "nunca" serão totalmente suficientes para neutralizar a subida do custo de vida provocada pelas tensões internacionais, admitiu esta quarta-feira o ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida. Em declarações prestadas no Porto, à margem de uma visita oficial ao Coliseu, o governante sublinhou as limitações financeiras de um Estado que procura preservar a estabilidade das contas públicas no meio de um cenário de conflito externo.

"Nunca é suficiente. Nenhum país que tenha contas equilibradas tem dinheiro suficiente para apoiar uma situação de guerra. É a situação em que nós estamos. O país não está em guerra, mas está a sofrer consequências da guerra", declarou Castro Almeida, quando confrontado com a eficácia do novo alívio em sede de IRS e do suplemento extraordinário aos pensionistas anunciados pelo primeiro-ministro.

O titular da pasta da Economia salientou que a margem financeira de 800 milhões de euros mobilizada pelo executivo só foi possível devido ao rigor na execução orçamental demonstrado pelo Ministério das Finanças. Segundo o ministro, os indicadores atuais permitem libertar essa verba sem comprometer a meta de fechar o exercício económico de 2026 com saldo positivo ou neutro.

Castro Almeida rejeitou ainda as acusações do líder do Partido Socialista, José Luís Carneiro, que acusou o executivo de obter ganhos extraordinários à custa da inflação nos combustíveis. O governante assegurou que o Estado não está a lucrar com o contexto de crise geopolítica, explicando que qualquer eventual acréscimo de receita por via do IVA se encontra neutralizado pela redução paralela do Imposto sobre Produtos Petrolíferos (ISP).

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