O Coliseu do Porto está a atravessar uma das maiores intervenções da sua história, depois de cerca de 85 anos sem obras estruturais de fundo no edifício.
A intervenção começou em julho de 2025 pelo teto, cuja recuperação e reforço estrutural já estão concluídos. O resultado já é visível, com a retirada da rede que durante meses cobriu uma das zonas mais emblemáticas do edifício.
Apesar da dimensão dos trabalhos, o Coliseu mantém a atividade e não prevê interromper a sua programação. A conclusão global da intervenção está prevista para 2027.
Esta quarta-feira, o andamento das obras foi acompanhado pelo ministro Adjunto e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, pelo presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, pelo vereador da Cultura e Património, Jorge Sobrado, pelo presidente da CCDR-N, Álvaro Santos, e pelo presidente da Associação Amigos do Coliseu do Porto, Miguel Guedes.

Durante a visita, Pedro Duarte destacou a importância do edifício para a identidade da cidade e manifestou disponibilidade para reforçar o apoio municipal às obras que ainda estão por realizar.
O Governo e a Câmara do Porto admitem agora aumentar em dois milhões de euros o financiamento destinado à reabilitação, elevando o apoio conjunto para 4,5 milhões de euros. A verba adicional poderá ser repartida em partes iguais, com um milhão de euros assegurado por cada entidade.
Manuel Castro Almeida reconheceu que o atual orçamento, de 2,5 milhões de euros provenientes do Programa Regional Norte 2030, é insuficiente para concretizar toda a intervenção necessária.

Segundo o governante, as necessidades de reabilitação do Coliseu poderão atingir cerca de sete milhões de euros, justificando um reforço do investimento.
Entre os trabalhos previstos estão a recuperação da fachada e da torre, a instalação de elevadores, melhorias na iluminação e climatização, repavimentação de espaços e a criação do futuro Museu do Coliseu.
A intervenção permitiu ainda identificar novas necessidades no edifício. Miguel Guedes explicou que, ao longo das últimas décadas, nunca tinha sido feito um levantamento totalmente aprofundado do imóvel, o que levou à descoberta de outras áreas que precisam de intervenção.
Para o responsável da Associação Amigos do Coliseu do Porto, as obras representam um momento de satisfação, mas ainda existe muito trabalho pela frente.
Apesar disso, o calendário de espetáculos mantém-se. O Coliseu volta a receber público já este sábado, dando início à nova temporada sem que a reabilitação tenha obrigado ao encerramento do espaço.