O Município do Porto está a investir 10,6 milhões de euros em cinco centros de saúde, através da empresa municipal GO Porto, com o objetivo de melhorar as condições de atendimento aos utentes e de trabalho dos profissionais de saúde.
Um dos principais projetos decorre no Centro de Saúde do Cerco, em Campanhã, onde um antigo pavilhão da Escola do Cerco está a ser transformado num novo espaço dedicado aos cuidados de saúde primários e ao diagnóstico.
A intervenção deverá estar concluída em fevereiro de 2027 e vai reunir no mesmo equipamento a Unidade de Saúde do Cerco, a Unidade de Recursos Assistenciais Partilhados e o Centro de Diagnóstico Integrado.

O presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, visitou esta sexta-feira as obras no Cerco, tendo também acompanhado intervenções já concluídas nos equipamentos da Foz e de Vale Formoso.
Na Foz, os trabalhos permitiram melhorar as condições de utilização, o conforto e o desempenho energético do edifício. Em Vale Formoso, a intervenção incluiu a reabilitação da cobertura, a reorganização dos acessos e a criação de uma nova entrada para peões e veículos.
O investimento municipal inclui ainda a construção do novo Centro de Saúde Garcia de Orta/Homem do Leme e do Centro de Saúde do Carvalhido, cujas obras arrancaram este ano.
Segundo Pedro Duarte, as intervenções pretendem garantir equipamentos com melhores condições e respostas mais adequadas às necessidades da população, beneficiando tanto os utentes como os profissionais.
Apenas 900 mil euros tiveram financiamento do PRR
Dos 10,6 milhões de euros previstos para estas cinco intervenções, apenas cerca de 900 mil euros foram financiados através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), sobretudo para trabalhos relacionados com eficiência energética em dois edifícios.
Perante a dificuldade em apresentar candidaturas dentro dos prazos definidos, o Município decidiu avançar diretamente com o investimento necessário para concretizar as obras.

A autarquia pretende agora continuar a modernizar a rede de cuidados de saúde primários. Estão identificadas necessidades de intervenção em mais cinco equipamentos, estando previsto um investimento global superior a 14 milhões de euros entre 2027 e 2031.
O Município espera contar com uma maior participação do poder central no financiamento destas futuras intervenções.