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Presidente Da República Alerta Para Desigualdades E Exige "Ação Séria" Perante Tombos No PISA
Na abertura do ano académico na Universidade de Lisboa, António José Seguro denuncia que apenas 3% dos alunos colocados no ensino superior pertencem ao escalão A da ação social e pede reformas de longo prazo na Educação.
Por Redação
Publicado em 17/09/2026 22:18
Nacional
@Lusa

Lisboa, 17 set 2026 (Lusa) — O Presidente da República, António José Seguro, fez esta quinta-feira uma contundente intervenção sobre o estado da Educação em Portugal, advertindo para as profundas assimetrias socioeconómicas no acesso ao ensino superior e apelando a um compromisso político duradouro para travar a degradação das aprendizagens revelada pelos relatórios PISA.

Durante o discurso na sessão solene de abertura do ano académico 2026/2027, na Aula Magna da Universidade de Lisboa, o Chefe de Estado apontou baterias à fraca representação dos alunos provenientes de famílias desfavorecidas nas faculdades do país. "Apenas 3% dos estudantes colocados no ensino superior eram beneficiários do escalão A da ação social. Três por cento", sublinhou. "A universidade deve ser um elevador social. Mas um elevador que só apanha 3% de quem precisa de subir não é um verdadeiro elevador, assemelha-se mais a uma escada apenas para quem já tem força para a subir", criticou.

A propósito do "recuo sério" nas competências dos jovens demonstrado pelos últimos dados da OCDE, o Presidente lamentou que o diagnóstico tenha degenerado num folhetim de acusações partidárias mútuas. António José Seguro salientou que a responsabilidade não é dos alunos — lembrando que os jovens portugueses continuam entre os mais persistentes e curiosos da OCDE —, mas sim do modelo pedagógico e da persistente desigualdade socioeconómica no país.

O Chefe de Estado abordou ainda as recentes falhas na transição e classificação dos exames nacionais, instando a classe política a abandonar a espuma dos dias e a focar-se na melhoria organizacional, no financiamento consistente e numa monitorização rigorosa sustentada por uma "vontade política de longo prazo".

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