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Fernando Alexandre Acusa PS De Bloquear Reformas E Proteger "Interesses Instalados"
Em resposta à viabilização da comissão de inquérito sobre as falhas nos exames digitais, o ministro garante disponibilidade para ir ao Parlamento mas ataca duramente a herança governativa socialista.
Por Redação
Publicado em 17/09/2026 22:40
Nacional
@Lusa

Coimbra, 17 set 2026 (Lusa) — O ministro da Educação, Fernando Alexandre, lançou esta quinta-feira duras críticas à atuação política do Partido Socialista, acusando a principal força da oposição de atuar sistematicamente para paralisar a modernização do setor e salvaguardar "interesses instalados" no sistema de ensino.

Em declarações prestadas em Coimbra, durante a inauguração das obras de requalificação da Escola Básica 2,3 Eugénio de Castro, o governante reagiu à iminente aprovação parlamentar de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) — proposta pelo Bloco de Esquerda e viabilizada com os votos do PS e do Chega — dedicada aos sobressaltos verificados na plataforma digital de classificação dos exames nacionais.

"Preferia ter um PS com propostas e ideias para a educação, mas continua focado em impedir que se continue a fazer reformas e a manter os interesses instalados", atirou o titular da pasta da Educação, sustentando que a oposição socialista tem procurado travar as mudanças estruturais promovidas pelo atual Executivo nos últimos dois anos e meio.

Fernando Alexandre reeditou ainda as críticas à herança do Partido Socialista na pasta, lembrando as polémicas da ex-ministra Maria de Lurdes Rodrigues e afirmando que o próprio João Costa reconheceu implicitamente limitações no percurso das tutelas anteriores. Relativamente à ida à comissão de inquérito, o ministro manifestou total disponibilidade para prestar esclarecimentos na Assembleia da República, afiançando que o processo de avaliação externa decorreu sob um escrutínio e transparência sem precedentes.

A visita a Coimbra ficou também assinalada pela entrega da requalificação integral do complexo escolar Eugénio de Castro, uma intervenção estrutural que envolveu um investimento global de 12,6 milhões de euros financiado através de verbas do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

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