O novo ano letivo arrancou no Porto com uma aposta reforçada na formação tecnológica e profissional dos alunos. Na Escola Secundária do Cerco, dois Centros Tecnológicos Especializados (CTE) começaram a funcionar pela primeira vez, criando novas oportunidades de aprendizagem e preparando os jovens para áreas com ligação direta ao mercado de trabalho.
A visita do presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, marcou esta segunda-feira o início do ano letivo. Entre equipamentos informáticos, realidade virtual e soluções tecnológicas, os alunos têm agora acesso a espaços preparados para desenvolver competências em áreas como o metaverso, cibersegurança, indústria 4.0 e análise de dados.
Os novos centros foram concebidos com equipamentos modernos e procuram aproximar a formação escolar das necessidades das empresas e da indústria. As salas assumem também nomes de mulheres que se destacaram nas respetivas áreas profissionais, numa iniciativa que pretende valorizar diferentes percursos e referências.
Mas a formação na Escola Secundária do Cerco vai muito além da tecnologia. A escola dispõe também de uma área dedicada à cozinha e restauração, onde os alunos do curso profissional de Técnico de Cozinha e Restauração desenvolvem competências práticas em instalações renovadas.
Durante a visita, o presidente da Câmara e a vereadora da Educação, Matilde Gouveia Rocha, conheceram estas instalações através de Leandro, aluno do 12.º ano, que já teve experiências de estágio em hotéis e numa pastelaria no estrangeiro.
Os dois Centros Tecnológicos Especializados do Cerco fazem parte de uma rede de 15 espaços deste tipo existentes nas escolas da cidade do Porto, desenvolvidos em colaboração com empresas e instituições de ensino superior.
Pedro Duarte destacou a importância de reforçar a igualdade no acesso à educação e às oportunidades profissionais. Para o autarca, a Escola Secundária do Cerco demonstra como uma resposta educativa pública pode contribuir para contrariar desigualdades e criar novas perspetivas para os jovens.
O presidente da Câmara considera ainda que a localização da escola, numa zona com desafios socioeconómicos significativos, torna particularmente relevante a existência de respostas educativas de qualidade e de cursos profissionais ajustados às necessidades dos jovens.
A aposta passa, assim, por garantir que o local onde uma criança ou jovem vive não determine as oportunidades que terá no futuro, reforçando o papel da escola pública como espaço de aprendizagem, inclusão e preparação para a vida profissional.