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Primeiro-ministro aproveitará deslocação aos EUA para "reforçar" laços económicos e comerciais crescentes
De olho num excedente comercial de seis mil milhões de euros, Luís Montenegro protagonizará a cerimónia de encerramento da Bolsa de Nova Iorque e captará investimento americano antes da Assembleia Geral da ONU.
Por Redação
Publicado em 19/09/2026 12:37 • Atualizado 19/09/2026 13:13
Economia
@Lusa

Lisboa, 19 set 2026 (Lusa) — O chefe do Governo português, Luís Montenegro, parte na próxima semana para os Estados Unidos com o duplo objetivo de discursar na 81.ª Assembleia Geral das Nações Unidas e de potenciar a presença das empresas e produtos nacionais na maior economia do mundo.

O arranque da visita oficial, agendado para terça-feira, será marcado por uma passagem com forte significado simbólico e financeiro em Wall Street. O primeiro-ministro foi convidado a protagonizar o famoso encerramento da sessão de negociações da Bolsa de Valores de Nova Iorque (NYSE), onde acionará o tradicional sinal sonoro de fecho do mercado (closing bell). Segundo a tutela, o gesto constitui um reconhecimento internacional dos indicadores macroeconómicos do país, destacando-se o crescimento acima da média europeia, o excedente orçamental e a recente subida da nota de crédito da República para A+ pela agência Fitch.

Os números do comércio bilateral fundamentam a aposta governamental: as trocas globais de bens e serviços geraram em 2025 um saldo positivo de quase seis mil milhões de euros para a balança nacional. Os EUA fixaram-se como o quarto maior cliente das mercadorias lusas (4,6 mil milhões de euros) e o sétimo maior investidor externo direto em Portugal, com um volume de investimento de 4,8 mil milhões de euros.

Ainda na terça-feira, a agenda oficial contempla um gesto de apoio à internacionalização do tecido empresarial português com uma visita a uma loja de filigrana situada em Times Square. Nos dois dias subsequentes, a comitiva focar-se-á nos trabalhos da ONU e em reuniões bilaterais estratégicas, numa altura em que Portugal ultima os preparativos para integrar o Conselho de Segurança como membro não permanente durante o biénio 2027-2028.

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