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Governo Desvaloriza Protestos E Rejeita Recuo Na Governação Da Lusa
Leitão Amaro defende novo modelo de gestão da agência noticiosa apesar dos alertas da ERC sobre riscos de ingerência política e dos protestos do Sindicato dos Jornalistas.
Por Redação
Publicado em 14/09/2026 21:35
Economia
@Lusa

Lisboa, 14 set 2026 (Lusa) — O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, assegurou esta segunda-feira que a estrutura de trabalhadores da agência de notícias Lusa não pretende um regresso ao antigo modelo de governação da empresa, desvalorizando as sucessivas manifestações de descontentamento promovidas pela redação e pelas estruturas sindicais.

Durante a sua intervenção na conferência "Work Voice Summit", organizada pela UGT sob o lema "O serviço público de media no centro da democracia", o governante recorreu a perguntas retóricas para desarmar a contestação interna. "Tenho ouvido alguns a protestarem muito com as regras de governação novas, e eu pergunto, querem voltar atrás?", questionou o ministro, defendendo que o modelo atual alargou o conselho de administração de um para três elementos e reforçou o acompanhamento consultivo dos trabalhadores. "Claro que não querem", rematou.

A posição firme da tutela surge num ambiente de forte contenda regulatória e profissional. Na passada semana, a Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) emitiu uma deliberação muito crítica, advertindo que a reestruturação promovida pelo Executivo "não está conforme com o quadro normativo aplicável" e contamina a perceção pública e internacional sobre a independência do serviço público de informação face ao poder político.

Na sequência do parecer do regulador, o Sindicato dos Jornalistas apelou a uma intervenção urgente no processo de revisão estatutária na Assembleia da República, exigindo garantias de blindagem da autonomia editorial contra a "discricionariedade dos interesses partidários".

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