O Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, assumiu uma postura firme em duas frentes centrais da agenda política nacional e europeia. No plano europeu, o chefe do Governo garantiu que Portugal será «intransigente» perante qualquer tentativa de redução das verbas no futuro orçamento da União Europeia, contestando eventuais cortes na política de coesão. Recusando participar no que classificou como um «concurso de pedinchices», Montenegro sublinhou a determinação do país em defender os seus interesses e o seu papel no espaço comunitário.
Em simultâneo, no âmbito da política interna, o chefe do Executivo desvinculou totalmente a negociação do Orçamento do Estado da alteração à lei das rendas. Respondendo às exigências apresentadas pela oposição, nomeadamente do PS, Montenegro deixou claro que as matérias legislativas respeitantes ao mercado de habitação devem seguir o seu próprio caminho parlamentar e não ser transformadas em moeda de troca ou condição para a aprovação do documento orçamental.
Fonte - Lusa