Os países do G7 preparam-se para realizar uma série de exercícios inéditos de ciberdefesa direcionados para a prevenção e mitigação de ciberataques alimentados por inteligência artificial (IA). A iniciativa junta especialistas de segurança da informação, autoridades governamentais e agências reguladoras dos sete países mais industrializados do mundo, visando testar a capacidade de resposta coordenada perante cenários de crise cibernética de grande escala.
A crescente utilização de ferramentas avançadas de inteligência artificial por parte de atores maliciosos — como redes de cibercrime e estados hostis — tem elevado o grau de complexidade dos ataques digitais. A tecnologia de IA permite agora automatizar a identificação de vulnerabilidades em redes informáticas, personalizar esquemas de phishing de forma altamente convincente e contornar sistemas tradicionais de segurança a velocidades sem precedentes.
Perante esta realidade, a simulação do G7 focar-se-á na proteção de setores cruciais para o funcionamento da sociedade, como os serviços financeiros, redes de energia, telecomunicações e infraestruturas de saúde. Durante os exercícios, as equipas participantes serão confrontadas com incidentes simulados em tempo real, avaliando não só os protocolos técnicos de contenção, mas também a rapidez e a eficácia na partilha transfronteiriça de dados de ameaças.
Fonte Lusa