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Empresas de ambulâncias ameaçam parar transportes não urgentes por falta de apoios ao combustível
Setor privado acusa o Governo de discriminação face à escalada do preço dos combustíveis e admite avançar para uma marcha lenta na capital.
Por Redação
Publicado em 22/10/2026 13:39
Nacional
Imagem IA

 

As empresas privadas responsáveis pelo transporte de doentes não urgentes estão a ponderar uma paralisação das suas atividades, em protesto contra a exclusão do setor das medidas extraordinárias de apoio aos combustíveis aprovadas pelo Governo. Como primeiro meio de pressão, os operadores admitem realizar uma marcha lenta em Lisboa já na próxima semana.

O setor queixa-se de um "silêncio absoluto" por parte do Executivo, tendo recebido resposta favorável para auscultação apenas por parte da Presidência da República. Para sensibilizar a opinião pública e os utentes para a sustentabilidade do serviço, as empresas iniciaram a distribuição de panfletos informativos.

Em causa está o forte impacto financeiro provocado pela subida continuada do preço dos combustíveis, situação agravada pelo contexto internacional e pelas tensões no Médio Oriente. Segundo a Liga Portuguesa de Ambulâncias (LPA), aos custos de abastecimento somam-se os aumentos na manutenção das frotas e de materiais de consumo essencial, como os garrafões de oxigénio medicinal.

Por se tratar de um serviço com preços fixados por tabela oficial desde 2023, as prestadoras privadas estão impedidas de repercutir o aumento dos custos operacionais no cliente final, que é maioritariamente o Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Estas empresas asseguram cerca de metade do volume global dos transportes não urgentes no país — um universo que, no ano passado, ultrapassou os quatro milhões de deslocações no SNS. Uma eventual interrupção dos serviços poderá colocar em risco tratamentos de continuidade e resposta prioritária, como sessões de hemodiálise, tratamentos oncológicos, fisioterapia, consultas de especialidade, transferências inter-hospitalares e altas clínicas.

Fonte- CNN Portugal 

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