Telavive, 24 out 2026 (Lusa) — O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou este sábado que reserva uma «grande surpresa» para a Autoridade Palestiniana, na sequência de um ataque letal contra forças israelitas e numa altura de forte pressão sobre o seu futuro político a escassos dias das eleições legislativas.
Em declarações televisivas, o chefe do executivo recusou detalhar se pretende promover o desmantelamento da instituição governativa liderada por Mahmoud Abbas, mas evocou a «astúcia» e o recurso ao fator surpresa na condução do conflito. A tomada de posição surge acompanhada da ordem para uma ofensiva militar de grande dimensão na Cisjordânia ocupada, após a morte de dois soldados israelitas perto de Hebron num atentado perpetrado por dois homens armados que acabaram abatidos no local.
Apesar de não existirem indícios de envolvimento direto do organismo autónomo no ataque, parceiros de coligação da extrema-direita aumentaram a pressão política pelo fim da estrutura criada no âmbito dos Acordos de Oslo. A postura irredutível contra a solução de dois Estados é partilhada também pela oposição centrista, num sufrágio onde a segurança nacional figura como o tema central das disputas eleitorais.