Os profissionais da Polícia de Segurança Pública (PSP) e da Guarda Nacional Republicana (GNR) preparam-se para realizar, já nesta quinta-feira, uma nova manifestação no centro de Lisboa. Sob o lema "Um Portugal seguro para todos", a iniciativa parte do Largo de Camões ao final do dia e terminará junto à residência oficial do Primeiro-Ministro.
O protesto, promovido pela Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP) e pela Associação de Profissionais da Guarda (APG), surge em resposta ao não cumprimento integral do acordo firmado com o Governo em 2024. Segundo as estruturas representativas, embora o valor do subsídio de risco tenha sido ajustado na altura, matérias cruciais como a revisão das tabelas remuneratórias e a reestruturação dos suplementos continuam sem resposta.
Custo de vida e falta de efetivos no terreno
A par da vertente salarial, a crise da habitação é apontada como um dos principais obstáculos à fixação e atração de novos profissionais, especialmente nas áreas metropolitanas e na região de Lisboa. A perda de poder de compra agravada pelos elevados custos do imobiliário tem tornado a carreira policial pouco atrativa, resultando no falhanço sucessivo das metas de recrutamento nos últimos quatro anos.
Os sindicatos alertam que o défice de agentes nas ruas já se reflete no sentimento geral de insegurança manifestado por autarcas e agentes económicos locais, que pedem um reforço urgente do policiamento de proximidade.
Ao contrário de manifestações anteriores — que contaram com acampamentos em frente à Assembleia da República e cercos simbólicos durante debates políticos —, não está prevista a permanência noturna dos manifestantes no local de chegada.
Fonte - Sic Notícias