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Forças de segurança voltam às ruas de Lisboa para exigir revalorização salarial e apoios à habitação
Protesto agendado para esta quinta-feira reúne elementos da PSP e GNR, que denunciam o incumprimento dos acordos de 2024 e o impacto da crise imobiliária no recrutamento de novos operacionais.
Por Redação
Publicado em 26/10/2026 19:30
Nacional
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Os profissionais da Polícia de Segurança Pública (PSP) e da Guarda Nacional Republicana (GNR) preparam-se para realizar, já nesta quinta-feira, uma nova manifestação no centro de Lisboa. Sob o lema "Um Portugal seguro para todos", a iniciativa parte do Largo de Camões ao final do dia e terminará junto à residência oficial do Primeiro-Ministro.

O protesto, promovido pela Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP) e pela Associação de Profissionais da Guarda (APG), surge em resposta ao não cumprimento integral do acordo firmado com o Governo em 2024. Segundo as estruturas representativas, embora o valor do subsídio de risco tenha sido ajustado na altura, matérias cruciais como a revisão das tabelas remuneratórias e a reestruturação dos suplementos continuam sem resposta.

Custo de vida e falta de efetivos no terreno

A par da vertente salarial, a crise da habitação é apontada como um dos principais obstáculos à fixação e atração de novos profissionais, especialmente nas áreas metropolitanas e na região de Lisboa. A perda de poder de compra agravada pelos elevados custos do imobiliário tem tornado a carreira policial pouco atrativa, resultando no falhanço sucessivo das metas de recrutamento nos últimos quatro anos.

Os sindicatos alertam que o défice de agentes nas ruas já se reflete no sentimento geral de insegurança manifestado por autarcas e agentes económicos locais, que pedem um reforço urgente do policiamento de proximidade.

Ao contrário de manifestações anteriores — que contaram com acampamentos em frente à Assembleia da República e cercos simbólicos durante debates políticos —, não está prevista a permanência noturna dos manifestantes no local de chegada.

Fonte - Sic Notícias 

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