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Não gostei do que vi": António José Seguro quebra silêncio e condena violência nas intervenções policiais
Após dias de contenção e sob forte pressão política, o Chefe de Estado reagiu aos confrontos nos protestos pela habitação, alertando que o uso desproporcional da força não é aceitável numa democracia consolidada e defendendo o diálogo como único caminho.
Por Redação
Publicado em 27/10/2026 11:45 • Atualizado 27/10/2026 12:03
Nacional
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O Presidente da República, António José Seguro, quebrou este domingo o silêncio sobre as controversas ações da Polícia de Segurança Pública (PSP) durante as manifestações e acampamentos pelo direito à habitação. Ppressionado pela oposição e pela opinião pública para assumir uma posição, o Chefe de Estado condenou abertamente o clima de violência e a forma como as autoridades atuaram no terreno.

"Não gostei do que vi, não são imagens normais para uma democracia consolidada", afirmou perante os jornalistas, sublinhando que tem acompanhado a situação com extrema preocupação e em permanente contacto com as entidades responsáveis desde o início dos incidentes.

Na sua intervenção, o Presidente procurou vincar que a preservação da ordem pública não pode colidir com as garantias democráticas dos cidadãos. "Lei e liberdade não são incompatíveis", rematou, acrescentando que o cumprimento das regras aplica-se tanto à população como às próprias forças de segurança.

Ao apelar à pacificação, Seguro frisou ainda que a identidade e a cultura portuguesas se fundam no diálogo e na negociação, e nunca na confrontação. Com estas declarações, o Palácio de Belém tenta demarcar-se dos episódios de tensão e restabelecer o foco no respeito pelas instituições e pelo Estado de Direito.

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