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Guterres exige participação ativa das mulheres em negociações de paz e rejeita a desigualdade como fatalidade
Durante o Conselho de Segurança das Nações Unidas, o secretário-geral defendeu que a paridade de género não é uma utopia, mas sim uma escolha política urgente, apelando a governos de todo o mundo para financiarem organizações femininas e salvaguardarem direitos fundamentais.
Por Redação
Publicado em 28/10/2026 11:00
International
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Numa intervenção contundente perante o Conselho de Segurança da ONU, o secretário-geral António Guterres sublinhou que a igualdade de género depende exclusivamente de vontade política e não de circunstâncias fortuitas. "A igualdade não é um sonho. É uma decisão", afirmou, destacando que a própria Organização das Nações Unidas saiu fortalecida ao adotar essa premissa internamente.

A posição foi assumida esta terça-feira, num apelo direto aos líderes internacionais para que transformem o compromisso retórico em ações concretas. O responsável máximo da diplomacia mundial instou os governos a garantirem que as mulheres e as raparigas participem de forma plena, efetiva e em igualdade de circunstâncias em todos os processos de construção e manutenção da paz.

Para além da vertente diplomática e de segurança, a exortação de Guterres incluiu duas exigências práticas fundamentais:

O reforço de investimentos financeiros em estruturas e organizações lideradas por mulheres no terreno;

A defesa intransigente dos direitos das mulheres face a tendências globais de retrocesso.

Com este alerta, a liderança das Nações Unidas procura inverter a sub-representação feminina em mesas de negociação de conflitos, sustentando que a estabilidade global a longo prazo é inseparável da inclusão paritária.

Fonte - ONU Portugal 

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