Surgiram novos dados sobre as causas que poderão estar na origem do grave acidente ferroviário em Espanha, que provocou pelo menos 69 mortos e mais de duas centenas de feridos. Cerca de três semanas antes da tragédia, o presidente executivo da Iryo, Fabrizio Favara, tinha alertado formalmente para os problemas constantes no sistema de sinalização automática (LZB) que opera na linha de alta velocidade.Em declarações prestadas no início do mês perante a comissão parlamentar de inquérito a acidentes ferroviários, o responsável explicou que o sistema LZB — embora concebido para garantir a segurança no tráfego — é antigo e apresenta falhas frequentes de comunicação. Segundo o responsável, sempre que ocorre uma perda de sinal entre o comboio e a central de controlo, a composição fica imediatamente imobilizada, exigindo um moroso processo manual e técnico para reativar a marcha.
Segundo as investigações em curso e declarações do Ministério dos Transportes espanhol, terá sido precisamente uma avaria informática no LZB a desencadear a cadeia de eventos que levou à colisão perto de Urda. A quebra de sinal forçou a paragem de várias composições na linha, levando o centro de controlo de Atocha a assumir a gestão manual da circulação. Nessa sequência, foi dada autorização a um comboio da Renfe para avançar, acabando este por embater numa composição da Iryo que se encontrava imobilizada no mesmo trecho.
Fonte - Lusa