As autoridades de aviação civil e as forças de segurança europeias viveram uma jornada de forte tensão após cinco aeronaves comerciais verem as suas rotas alteradas devido a alertas de segurança e ameaças de bomba emitidos a bordo. O pico de incidentes, concentrado entre segunda e terça-feira, afetou ligações operadas por companhias como a Wizz Air, LOT, Ryanair e SAS, com origem ou destino no Reino Unido, Polónia, Bulgária, Espanha e Dinamarca.
A sequência de eventos começou com um voo da Wizz Air que ligava Londres a Sófia. A deteção de um alerta de bomba a meio do percurso levou a aeronave a realizar uma aterragem de emergência em Budapeste, tendo sido escoltada até ao solo por um caça Gripen da Força Aérea húngara. Após inspeções minuciosas efetuadas no Aeroporto Ferenc Liszt, as autoridades concluíram não existir qualquer perigo real, permitindo ao voo prosseguir com uma equipa de bordo renovada.
Horas mais tarde, o espaço aéreo polaco tornou-se o centro das atenções com dois casos distintos. Um Boeing 737 MAX da LOT, que fazia a ligação de Londres para o aeroporto Chopin, em Varsóvia, acabou por ser desviado para a pista de Varsóvia/Modlin com 181 pessoas a bordo. A infraestrutura teve de encerrar temporariamente enquanto equipas de inativação de explosivos inspecionavam o aparelho. Paralelamente, um avião da Scandinavian Airlines (SAS) proveniente de Copenhaga aterrou sob vigilância na capital polaca após ter recebido igualmente um aviso de segurança.
Os restantes incidentes registaram-se num voo da Ryanair entre Manchester e Múrcia — que aterrou em Espanha sem sobressaltos para desembarque dos 121 ocupantes — e num avião oriundo de Israel que aterrou em Sófia, onde a Polícia do Ministério do Interior da Bulgária destacou unidades especializadas no combate ao terrorismo para examinar o aparelho.
Apesar do elevado impacto nas operações aéreas e do sobressalto causado aos passageiros, todas as aterragens decorreram em segurança e não foram encontrados dispositivos explosivos a bordo de nenhuma das aeronaves inspecionadas.
Fonte- CNN Portugal