Lisboa, 08 nov 2026 (Lusa) — Portugal chega este domingo à 31.ª Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP31), na Turquia, com prioridades bem definidas: acelerar o investimento nas energias renováveis, reforçar a transição justa e reduzir radicalmente a dependência dos combustíveis fósseis. Em entrevista à Agência Lusa, a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, alertou contudo para o ambiente de forte crispação que se perspetiva nas negociações.
A governante adiantou que a União Europeia vai bater-se pelo triplicar da produção de renováveis e pelo aumento substancial do financiamento para a adaptação climática até 2035. Contudo, Maria da Graça Carvalho prevê combates diplomáticos complexos com potências petrolíferas como a Arábia Saudita e a Rússia, que têm demonstrado uma postura progressivamente "intransigente e agressiva" contra o fim dos combustíveis fósseis.
Apesar das perspetivas de braço de ferro em Antália, Portugal pretende apresentar-se na cimeira como um caso de sucesso na aceleração da eletrificação e na proteção social aos cidadãos durante o processo de transição verde. Para o executivo português, afastar o país da dependência do petróleo e do gás não é apenas um imperativo ambiental, mas também uma garantia fundamental de soberania e segurança face aos frequentes conflitos internacionais.