A jovem de 23 anos faleceu esta manhã no IPO do Porto. Uma pneumonia grave deitou por terra a esperança de um tratamento especializado que estava a ser articulado com uma unidade de saúde em Inglaterra.
PORTO – O dia de Natal ficou marcado pela triste notícia da morte de Ângela Pereira. A jovem natural de Viana do Castelo, cuja coragem mobilizou o país nos últimos tempos, não resistiu às complicações de uma patologia pulmonar grave, agravada nos últimos dias por um quadro de pneumonia.
O agravamento fatal
Ângela encontrava-se internada no Instituto Português de Oncologia (IPO) do Porto, onde o seu estado de saúde se deteriorou drasticamente na última semana. Apesar de todos os esforços da equipa médica, a fragilidade do seu sistema imunitário e a agressividade da infeção ditaram o óbito na manhã desta quinta-feira.
A esperança que vinha de Manchester
O caso de Ângela ganhou contornos públicos devido à raridade da sua condição: um aspergiloma (uma massa fúngica nos pulmões) que exigia uma intervenção altamente complexa. Recentemente, abriu-se uma janela de esperança quando o Hospital de Manchester, no Reino Unido — referência mundial nesta área — entrou em contacto com os médicos portugueses para avaliar a transferência da jovem.
Amigos e familiares tinham iniciado uma movimentação intensa para viabilizar este tratamento, mas a rapidez com que a doença avançou impediu a concretização da viagem.
Um legado de sonhos por cumprir
Numa das suas últimas comunicações públicas, Ângela Pereira tinha expressado a sua vontade de viver, afirmando que o seu maior desejo era "ficar por cá para cumprir ainda mais sonhos". A sua partida precoce deixa um vazio na comunidade de Viana do Castelo, que acompanhava de perto a sua resiliência
Fonte: Correio da Manhã