A falta de operacionais paralisou a totalidade das seis viaturas de emergência médica da região. Sindicato alerta para o agravamento de uma crise que já obrigou à deslocação de técnicos de outras zonas do país.O sistema de socorro pré-hospitalar no Algarve viveu este sábado um cenário crítico. Segundo o Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (STEPH), todas as seis ambulâncias de emergência médica (AEM) da região estiveram fora de serviço até, pelo menos, às 16 horas. A paragem afetou viaturas estratégicas sediadas em Faro, Portimão, Olhão, Alcantarilha e as duas unidades de Quarteira.
Um sistema no limite
Rui Lázaro, presidente do STEPH, confirmou que, durante o início da tarde, a resposta às ocorrências mais graves dependia exclusivamente das quatro ambulâncias de Suporte Imediato de Vida (SIV) localizadas em Loulé, Lagoa, Tavira e Vila Real de Santo António.
A escassez de recursos humanos não é um problema novo, mas os números recentes revelam uma degradação acentuada. No ano passado, as Viaturas Médicas de Emergência e Reanimação (VMER) registaram mais de 9 mil horas de inoperacionalidade, o valor mais alto da última década.
Medidas de recurso insuficientes
Para tentar mitigar a carência de técnicos no Sul e em Lisboa, o instituto tem recorrido à deslocação de profissionais das regiões Norte e Centro. No entanto, estas soluções temporárias não têm sido suficientes para evitar "apagões" no socorro, como o verificado hoje ou o que ocorreu no período do Natal em várias zonas do país.
Embora a Liga dos Bombeiros Portugueses tenha ativado uma "task-force" de reforço para este fim de semana, estas equipas estão concentradas na zona de Lisboa, deixando o Algarve vulnerável à falta de meios próprios do INEM.