As urgências hospitalares da Grande Lisboa continuam a registar tempos de espera muito acima do recomendado, com o Hospital Amadora-Sintra a revelar-se o mais crítico. Neste domingo, doentes urgentes chegaram a esperar mais de 13 horas para serem vistos por um médico. Apesar do caos das últimas semanas, a situação geral apresenta hoje uma ligeira melhoria.
Também o Hospital do Barreiro registou atrasos significativos, com doentes de pulseira amarela a aguardarem mais de seis horas pela primeira observação. Embora a pressão seja mais acentuada na região de Lisboa e Vale do Tejo, os serviços de urgência de todo o país sentem os efeitos da sobrecarga.
Na sexta-feira, o Governo assinou um protocolo negocial com a Federação Nacional dos Médicos (FNAM), procurando alcançar um consenso sem recorrer a “negociatas ou jogos de bastidores”, garantindo seriedade e transparência no processo. A primeira ronda de negociações está marcada para o início da próxima semana, e os médicos consideram este diálogo essencial para aliviar a pressão sobre os serviços de saúde e melhorar o atendimento aos doentes.
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