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Doente terminal obrigada a deitar-se no CHÃO das urgências de Coimbra por falta de macas
Publicado em 10/01/2026 16:05 • Atualizado 10/01/2026 16:07
Saúde
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 O cenário de "guerra" no SNS atingiu um novo extremo no Hospital de Coimbra. Sem ambulâncias e sem macas, uma mulher com cancro generalizado acabou por ser assistida no chão, sob o olhar desesperado do filho e a aparente indiferença inicial dos serviços.

Coimbra – A dignidade humana parece ter batido no fundo nas urgências do Hospital de Coimbra. O relato, que está a chocar o país através das redes sociais, descreve o calvário de uma doente oncológica em fase terminal que, perante a inexistência de meios básicos de apoio, teve de se deitar no chão da unidade hospitalar para conseguir suportar as dores lancinantes que a assolavam.

Uma Odisseia de Falhas

Tudo começou com uma tentativa frustrada de pedir ajuda. Segundo a denúncia feita por João Gaspar, filho da utente, a linha Saúde 24 não atendeu e o 112 informou que não haveria ambulâncias disponíveis num futuro próximo. Com a mãe a sofrer de cancro abdominal generalizado e incapaz de se manter sentada, o filho viu-se forçado a transportá-la no banco de trás de um carro particular.

O Chão como Único Refúgio

Ao chegar ao hospital, a resposta institucional foi o vazio. Sem macas disponíveis e perante a impossibilidade de a doente utilizar uma cadeira de rodas devido ao seu estado clínico, a solução foi desesperada: o chão das urgências.

"Apenas quando perceberam que a situação estava a ser filmada é que houve uma reação", acusa o filho, sublinhando que a mãe "gritava de dores" enquanto esperava por um gesto de humanidade.

Só após este episódio de degradação pública é que a doente terá recebido administração de morfina e realizado os exames urgentes necessários. Este caso surge num contexto de crise aguda no setor, com relatos multiplicados de retenção de macas pelos bombeiros e tempos de espera que ultrapassam largamente os limites de segurança.

Fonte e imagem/  SIC Notícias

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