O Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Serviços Públicos declarou uma paralisação prolongada que afeta o trabalho suplementar e as listas de espera cirúrgicas. Em causa está o "colapso silencioso" do setor.A partir de amanhã, 1 de janeiro, o Serviço Nacional de Saúde (SNS) entra num período de forte instabilidade. O Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Serviços e de Entidades com Fins Públicos formalizou um pré-aviso de greve que se estenderá por todo o ano de 2026, visando especificamente o trabalho extraordinário e a realização de cirurgias adicionais (SIGIC).
Uma Frente Unida contra a Exaustão
Ao contrário de paralisações setoriais, este protesto é transversal. Abrange desde médicos e enfermeiros a técnicos de diagnóstico e assistentes operacionais. O objetivo é pressionar o Governo a responder a um caderno reivindicativo que inclui:
Progressão na carreira: Reposição de pontos do SIADAP para efeitos salariais.
Valorização profissional: Reconhecimento dos Técnicos Auxiliares de Saúde como profissão de desgaste rápido.
Condições de trabalho: Fim das jornadas de 16 horas e atribuição do subsídio de risco para enfermagem e auxiliares.
O Alerta do Sindicato
António Moreira, porta-voz da estrutura sindical, justifica a dureza da medida com a falta de atratividade do SNS e o esgotamento dos profissionais. Segundo o dirigente, o sistema sobrevive à custa de um regime de turnos "abusivo" que os trabalhadores já não estão dispostos a assegurar sem contrapartidas.
A greve de um ano funciona como uma "espada de Dâmocles" sobre a gestão hospitalar, permitindo paralisações pontuais ao longo de 12 meses sempre que as negociações com o Executivo não avancem.
Serviços Mínimos Garantidos
Apesar do impacto previsto nas listas de espera e nas consultas externas, o sindicato assegura que os cuidados urgentes e os serviços que funcionam 24 horas por dia não serão abandonados. Os serviços mínimos serão garantidos prioritariamente por profissionais que optem por não aderir à greve, salvaguardando o apoio crítico aos utentes.