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Trump admite intervenção prolongada na Venezuela e aponta petróleo como principal motivação
Publicado em 03/01/2026 21:35 • Atualizado 03/01/2026 21:38
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O presidente dos Estados Unidos manifestou publicamente, este sábado, o seu interesse estratégico no petróleo da Venezuela, admitindo mesmo a possibilidade de uma intervenção direta no país, que poderá estender-se por vários anos. As declarações foram feitas durante uma conferência de imprensa em Mar-a-Lago, na Florida, onde Donald Trump deixou mensagens claras dirigidas a Cuba e à América Latina, garantindo que a influência de Washington na região “nunca mais será questionada”.

Embora tenha voltado a invocar a luta contra o tráfico de droga como um dos argumentos para justificar uma eventual ação, Trump centrou grande parte do discurso no potencial económico do petróleo venezuelano. Sem apresentar provas, acusou o Presidente Nicolás Maduro de enviar membros do grupo criminoso Tren de Aragua para os Estados Unidos, apesar de não existirem ligações conhecidas entre o cartel e o Governo venezuelano. Referiu ainda alegadas ligações de Maduro ao chamado Cartel de los Soles, um grupo cuja existência nunca foi formalmente comprovada.

Ainda assim, foi o setor energético que dominou a intervenção do líder norte-americano. Trump destacou repetidamente as riquezas petrolíferas da Venezuela e defendeu que uma intervenção permitiria às grandes petrolíferas norte-americanas investir milhares de milhões de dólares para recuperar infraestruturas degradadas e retomar a exploração. O presidente falou numa futura “parceria” que, segundo afirmou, tornaria o povo venezuelano “rico, independente e seguro”, mencionando também possíveis compensações às empresas afetadas pela nacionalização do setor iniciada pelos governos chavistas a partir de 1999.

Donald Trump não afastou o envio de tropas para território venezuelano e afirmou que os Estados Unidos poderão assumir a governação do país durante um período de transição. “Vamos governar o país até que possamos fazer uma transição segura”, declarou, sem esclarecer quem lideraria esse processo. Questionado sobre a duração de uma eventual presença norte-americana, garantiu que a operação não teria custos para os EUA.

O discurso incluiu ainda avisos diretos a outros países da região. Trump afirmou que a supremacia dos Estados Unidos no Hemisfério Ocidental está assegurada e deixou implícitas preocupações para Cuba. Na mesma conferência, o secretário de Estado, Marco Rubio, reforçou o tom, afirmando que membros do Governo cubano teriam motivos para estar apreensivos com os próximos passos de Washington.

FonteJNafptickers

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