A detenção do presidente venezuelano Nicolás Maduro pelos Estados Unidos está a gerar fortes reações a nível internacional e a aumentar a instabilidade na região. A Coreia do Norte condenou a operação, classificando-a como uma grave violação da soberania da Venezuela e um ato hegemónico por parte de Washington.
Também a China exigiu a libertação imediata de Maduro e da sua mulher, Cilia Flores, considerando a ação norte-americana uma violação flagrante do Direito Internacional. A Amnistia Internacional manifestou preocupação com o impacto da operação nos direitos humanos da população venezuelana, alertando para o risco de uma escalada de violência e de repressão interna.
Na Venezuela, o Supremo Tribunal de Justiça nomeou a vice-presidente Delcy Rodríguez como presidente interina, com o objetivo de assegurar a continuidade do Estado, tornando-se a primeira mulher a liderar o país. Entretanto, a Colômbia anunciou o envio de 30 mil soldados para a fronteira comum, alegando um cenário de “alta tensão” e o risco de atuação de grupos armados ilegais.
Maduro encontra-se detido numa prisão federal em Nova Iorque, após ter sido transferido de Caracas numa operação de segurança conduzida por várias agências norte-americanas. Apesar do ataque ter levado à imposição temporária de restrições aéreas nas Caraíbas, os Estados Unidos já anunciaram o levantamento dessas limitações.
A situação continua em desenvolvimento, com crescentes apelos internacionais ao respeito pelo direito internacional e à proteção dos civis venezuelanos.
FonteJNimagemOSINTdefender