Uma nova vistoria aos edifícios afetados pela explosão seguida de incêndio ocorrida na passada quarta-feira em Alcântara, Lisboa, concluiu que, além do imóvel diretamente atingido, também um prédio vizinho terá de ser totalmente interditado, o que aumenta o número de desalojados.
Segundo os serviços municipais, após a inspeção realizada esta segunda-feira, o total de pessoas obrigadas a abandonar as habitações passa de oito para 11 moradores, devido à necessidade de desocupação integral de dois edifícios na Rua Alexandre O’Neill.
A Câmara Municipal de Lisboa informou que os moradores poderão ficar temporariamente em casas de familiares ou amigos. Caso não seja possível, o município garantirá soluções provisórias de alojamento.
O prédio mais afetado, o número 14, encontra-se parcialmente destruído, na sequência de uma explosão, alegadamente provocada por uma fuga de gás, que teve origem no primeiro andar e se propagou aos pisos superiores. O incêndio destruiu totalmente o segundo andar, a cobertura e parte do primeiro piso, deixando as caixas de escadas inutilizadas e a fachada com risco de colapso, motivo pelo qual foi definido um perímetro de segurança na via pública.
Também o edifício vizinho, o número 12, sofreu danos significativos, com cerca de um terço da cobertura destruída e infiltrações provocadas pelas operações de combate ao fogo. Até à colocação de uma cobertura provisória, o imóvel ficará interdito à utilização, sendo determinado o despejo temporário dos moradores.
O prédio número 16, igualmente afetado, chegou a ser evacuado por precaução, mas os seus 16 residentes já regressaram às habitações.
O alerta para a ocorrência foi dado às 7h26 de quarta-feira e o incêndio foi dado como extinto cerca de uma hora e meia depois. Não há registo de feridos. A operação mobilizou 74 operacionais e 22 veículos, segundo a Proteção Civil.
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