O candidato presidencial Jorge Pinto, apoiado pelo Livre, defendeu esta quinta-feira que o Conselho de Estado deve refletir a diversidade de Portugal, garantindo representatividade em termos de idade, género e origem, especialmente quando essas dimensões não forem asseguradas pelas nomeações do Parlamento.
Durante um encontro com a Associação Académica de Lisboa, no Caleidoscópio, Jorge Pinto disse que, se eleito, pretende nomear membros para o órgão consultivo do Presidente da República que tragam uma visão mais jovem, podendo até escolher somente mulheres se necessário, e dando espaço a diferentes origens. Questionado sobre a ideia de Luís Marques Mendes de integrar um jovem no Conselho, Pinto afirmou: "Não era má ideia… por que não ter um estudante representado no Conselho de Estado?"
O candidato rejeitou críticas de António Filipe, do PCP, que o acusou de “ziguezaguear” sobre a desistência da corrida presidencial. Pinto garantiu coerência total e sublinhou que não pretende atacar outros candidatos de esquerda, mas sim falar diretamente aos portugueses.
No encontro, o candidato abordou ainda as dificuldades dos estudantes, destacando o acesso limitado a habitação, cuidados de saúde mental e financiamento do ensino superior. Pinto afirmou que o Presidente da República pode influenciar estes debates, promovendo diálogo entre universidades, estudantes e Governo, sem legislar diretamente, mas garantindo que questões essenciais avancem.
FonteJNimagemjorgepinto2026.pt