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Euribor volta a subir e aperta famílias: prestações da casa podem ficar ainda mais pesadas
Taxas a seis e 12 meses sobem novamente, enquanto o prazo a três meses recua ligeiramente. Tendência mantém pressão sobre créditos à habitação em 2026.
Publicado em 09/01/2026 11:21
Economia
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A Euribor voltou a mexer e, para a maioria dos portugueses com crédito à habitação, a notícia não é famosa. As taxas a seis e a 12 meses registaram novas subidas, enquanto o prazo a três meses apresentou uma ligeira descida face ao dia anterior.

Esta sexta-feira, a Euribor a seis meses – atualmente o principal referencial dos empréstimos com taxa variável em Portugal – foi fixada em 2,116%, mais 0,002 pontos do que na quinta-feira. Já no prazo de 12 meses, a taxa avançou para 2,251%, reforçando a tendência de subida. Em sentido inverso, a Euribor a três meses recuou para 2,019%, menos 0,012 pontos.

Em termos médios mensais de dezembro, registaram-se também movimentos ascendentes:

  • 2,048% a três meses

  • 2,139% a seis meses

  • 2,267% a 12 meses

Ou seja, mesmo com pequenas oscilações diárias, a tendência global continua a apontar para valores elevados.

Dados do Banco de Portugal mostram que a Euribor a seis meses já representa cerca de 38,6% dos créditos à habitação com taxa variável, tornando-se o indexante dominante. As Euribor a 12 e três meses seguem-se com 31,84% e 25,17%, respetivamente.

Tudo isto acontece depois de o Banco Central Europeu ter decidido manter as taxas diretoras inalteradas na reunião de dezembro, depois de um ciclo de cortes iniciado em meados de 2024. A próxima decisão de política monetária será tomada em fevereiro, em Frankfurt, e é aguardada com expectativa por bancos e famílias.

 

A Euribor resulta da média das taxas a que 19 bancos da zona euro se disponibilizam para emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário — um indicador técnico que tem impacto muito real: o valor que as famílias pagam todos os meses pela casa.

Fontecnnportugalfotarquivo

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