Representantes do setor imobiliário defenderam que Portugal deve construir cerca de 70 000 novas habitações por ano para responder ao défice estrutural de oferta de casas no país.
A posição foi transmitida pela Associação Portuguesa de Promotores e Investidores Imobiliários durante uma audição parlamentar, onde os promotores alertaram para a diferença entre a produção atual e as necessidades do mercado habitacional.
Segundo a associação, o ritmo de construção anual ronda apenas cerca de 20 000 fogos, valor considerado insuficiente para reduzir a escassez de habitação e travar a subida dos preços no mercado.
Os promotores defendem que atingir a meta de 70 000 casas por ano exigirá alterações no quadro regulatório, simplificação dos processos de licenciamento e maior estabilidade legislativa para incentivar o investimento no setor.
Os dados apresentados apontam ainda para um défice habitacional acumulado que poderá aproximar-se das 300 000 casas, refletindo o desajuste entre a procura e a oferta, sobretudo nas grandes áreas urbanas.
Fonte e Foto: Arquivo