Depois de duas décadas de promessas, anúncios e primeiras pedras, o novo Hospital Central do Algarve vai finalmente avançar. Esta sexta-feira, o Governo aprovou a construção da infraestrutura numa parceria público-privada, com um investimento máximo de 426,6 milhões de euros repartido ao longo de 27 anos, e a expectativa é que o hospital comece a operar em 2031.
O Conselho de Ministros autorizou a Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS, I.P.) a celebrar o contrato para conceção, projeto, construção, financiamento, conservação e manutenção da nova unidade hospitalar, destacando-se como uma das mais importantes obras de saúde em Portugal.
O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, qualificou a decisão como “histórica para os algarvios, para o Algarve e para o país”, sublinhando que, após 20 anos de espera, a obra vai finalmente concretizar o sonho de décadas. Segundo o governante, o custo total estimado ao longo de 26 anos, incluindo encargos financeiros, poderá chegar a 1.100 milhões de euros.
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, já tinha anunciado na quinta-feira, durante o debate quinzenal na Assembleia da República, que o Governo iria aprovar o concurso para esta obra estruturante, destacando-a como um investimento essencial, ao lado de projetos como o Hospital de Todos os Santos em Lisboa.
Com esta decisão, o Algarve entra numa nova era na área da saúde, prometendo reforçar a qualidade dos serviços hospitalares e responder às necessidades de uma região que há muito espera por um equipamento desta dimensão e importância.
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