O Heliporto do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, registou mais de 200 aterragens desde que retomou a atividade em março de 2025, consolidando-se como um ponto estratégico do transporte aéreo de emergência na região e em todo o país.
Segundo a Unidade Local de Saúde Santa Maria, os transportes realizados dividem-se em três pilares principais: transporte urgente de doentes críticos, recolha e entrega de órgãos, e apoio à rede hospitalar de Lisboa, incluindo encaminhamentos para outras unidades do Serviço Nacional de Saúde (SNS). Entre os casos atendidos estão doentes pediátricos, queimados e pacientes encaminhados para cuidados intensivos, além do transporte de equipas especializadas de hospitais como São João, no Porto, e o Hospital Pediátrico de Coimbra.
O presidente da ULS Santa Maria, Carlos Martins, destaca que o heliporto funciona como interface vital entre hospitais, permitindo respostas rápidas não apenas dentro de Santa Maria, mas também em todo o SNS.
O heliporto esteve interdito desde 2020 devido a alterações no processo de certificação de segurança, tendo sido alvo de um investimento superior a meio milhão de euros para a sua recertificação pela Autoridade Nacional de Aviação Civil (ANAC). As melhorias incluíram novos sistemas de iluminação, renovação do pavimento e criação de corredores exclusivos para veículos de emergência, acelerando o tempo de resposta entre aterragem e prestação de cuidados médicos.
“Com uma operação 24 horas por dia, recebemos no dia 17 de março de 2025 o primeiro transporte de um doente após a reabertura e desde então o heliporto tem sido essencial na sobrevivência de doentes críticos, garantindo assistência imediata e diferenciada”, sublinha a ULS Santa Maria.
O heliporto confirma assim o seu papel como ponto central de logística e transporte médico aéreo em Portugal, destacando-se como a unidade mais utilizada do país neste tipo de missões.
Fonte:JN / Foto: Facebook/ULS Santa Maria