Portugal defendeu uma “resposta unida e bastante forte” da União Europeia face às ameaças do presidente norte-americano, Donald Trump, de impor tarifas a países comunitários devido à oposição ao controlo da Gronelândia pelos Estados Unidos.
Em Bruxelas, à chegada às reuniões do Eurogrupo e do Ecofin, o ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, sublinhou que a soberania dos Estados-membros é uma linha que não pode ser ultrapassada. “Portugal estará sempre do lado do compromisso, da solução maioritária e da defesa da Europa”, afirmou.
O governante explicou que vários instrumentos estão sobre a mesa, incluindo um mecanismo anti-coerção que prevê contramedidas até 93 mil milhões de euros, mas recusou antecipar soluções específicas. “Não é possível aceitar que um aliado da NATO e parceiro comercial da Europa possa pôr em causa a soberania de um Estado-membro”, reforçou.
A Gronelândia, território autónomo da Dinamarca com apenas 57.000 habitantes, é alvo de interesses estratégicos e minerais significativos por parte dos EUA, gerando tensões políticas e comerciais com o bloco europeu. A UE convocou uma cimeira extraordinária de líderes na próxima quinta-feira para discutir a situação, numa altura em que as ameaças de tarifas de 10% e 25% a oito países europeus permanecem em aberto.
Portugal mantém-se confiante quanto à capacidade de acomodar possíveis choques externos, defendendo uma resposta coesa e firme da União Europeia para proteger a soberania dos Estados-membros e os interesses coletivos do bloco.
Fonte: Jornal de Noticias / Foto: portugal.gov