O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reacendeu tensões internacionais ao relacionar a sua ambição de anexar a Gronelândia com o facto de não ter recebido o Prémio Nobel da Paz, afirmando que já não se sente “mais obrigado a pensar somente em paz”.
A declaração surge numa carta enviada ao primeiro-ministro da Noruega, Jonas Gahr Støre, cuja autenticidade foi confirmada e à qual a agência Reuters teve acesso. Trump escreveu que, embora a paz continue a ser “uma ideia predominante”, agora pode priorizar o que considera ser bom e apropriado para os Estados Unidos da América.
Na mesma carta, o presidente norte-americano voltou a atacar a Dinamarca, acusando-a de ser incapaz de proteger a Gronelândia de ameaças russas e chinesas, e reforçou a sua pressão sobre o território estratégico do Ártico. Trump ameaçou ainda com tarifas punitivas contra os países que se opõem à sua intenção de assumir o controlo da ilha, desencadeando um clima de incerteza e potencial retaliação por parte da União Europeia.
O contexto político inclui a irritação de Trump pelo Prémio Nobel da Paz 2025, atribuído à líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, que acabou por oferecer simbolicamente o prémio ao presidente norte-americano. Além disso, o magnata republicano anunciou que, a partir de 1 de fevereiro, implementará tarifas crescentes sobre oito países europeus, incluindo membros da UE e aliados da NATO, até que os EUA consigam assegurar a Gronelândia.
Enquanto a Europa debate medidas de resposta e a Rússia observa com cautela, Trump mantém uma postura confrontacional, sugerindo que a conquista da Gronelândia poderia torná-lo parte da história mundial.
Fonte: CNN PORTUGAL / Foto:U.S. Government (foto oficial do presidente dos EUA, parte do arquivo público)