O Estado português deu luz verde ao plano de investimento militar mais ambicioso das últimas décadas. Com um orçamento recorde que ascende aos 5,6 mil milhões de euros até 2034, o país prepara-se para uma renovação profunda das suas Forças Armadas, um esforço financeiro e logístico que não encontra paralelo desde o período da Guerra Colonial.Modernização em curso
A nova Lei de Programação Militar (LPM) já está a produzir efeitos práticos. Entre os principais eixos de investimento, destacam-se:
Receção de novos meios: Equipamentos de última geração já começaram a integrar as unidades militares.
Contratos estratégicos: Diversas aquisições estão já blindadas contratualmente, enquanto outras aguardam apenas o despacho final.
Manutenção e inovação: Além da compra de armamento, uma fatia significativa do orçamento será canalizada para a sustentação de sistemas já existentes.
O debate político
Apesar de o Executivo defender que este passo é "inevitável" face ao atual contexto geopolítico e aos compromissos internacionais (como os da NATO), o consenso está longe de ser absoluto.
No Parlamento, a Oposição tem levantado sérias reservas. As críticas centram-se sobretudo em dois pontos: o montante total, considerado por alguns setores como desajustado da realidade económica do país, e o calendário de execução, que muitos classificam como inoportuno ou mal planeado perante outras prioridades nacionais.
Fonte - JN