A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, reafirmou esta segunda-feira a sua intenção de permanecer no cargo, rejeitando categoricamente as críticas de que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) se encontra num estado de "caos". Em declarações aos jornalistas, a governante assegurou que, apesar da pressão sazonal e de casos isolados que reconhece serem "críticos", não abandonará as reformas em curso.Foco na Resiliência e Reformas
Questionada sobre a sua continuidade face à crescente pressão política e social, Ana Paula Martins foi perentória: “Desistir é coisa que não vai acontecer”. A ministra sublinhou que a sua missão está dependente da confiança do Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, e que o seu foco permanece em melhorar a eficiência do sistema.
"Não vamos desvalorizar o que corre menos bem, mas não podemos aceitar que se instale uma narrativa de caos generalizado quando temos milhares de profissionais a responder diariamente", afirmou a ministra.
Pressão nas Urgências
A posição do Ministério surge num momento de elevada tensão, com tempos de espera elevados em várias unidades hospitalares de Lisboa e Vale do Tejo, fruto de um inverno rigoroso e de uma epidemia de gripe particularmente agressiva. A ministra admitiu que a situação é "muito crítica" em certos pontos, mas defende que os indicadores globais de desempenho mostram uma realidade diferente da perceção pública.
Apoio Governativo
Este reforço da posição de Ana Paula Martins surge poucos dias após o Primeiro-Ministro ter saído em sua defesa, elogiando a sua "competência e resistência notáveis". Luís Montenegro tinha já alertado para uma "desproporção absoluta" entre a realidade do trabalho hospitalar e a "onda noticiosa" que, segundo o Governo, alimenta uma perceção de crise permanente.
Entre as medidas recentes para mitigar a crise, o Governo aprovou a criação de urgências regionais e um novo sistema de incentivos financeiros para os profissionais do SNS, visando aumentar a produtividade e a retenção de médicos e enfermeiros no setor público.
Fonte - Lusa