O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) assegurou esta sexta-feira que não se registaram dificuldades na ativação nem na disponibilidade de meios no caso do homem de 45 anos que morreu em Abrantes depois de esperar cerca de 20 minutos por socorro, após sofrer uma paragem cardiorrespiratória.
Segundo o INEM, a chamada para o 112 foi atendida pelo Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) às 7h30 de quinta-feira e classificada como prioridade 1, para situações emergentes. Uma viatura médica de emergência e reanimação (VMER) foi acionada às 7h32 e os bombeiros às 7h34. A paragem cardiorrespiratória foi comunicada às 7h45, e o acompanhamento clínico manteve-se por telefone até à chegada da VMER, às 7h53, um tempo considerado compatível com a distância da base, cerca de 18 minutos de percurso.
Os bombeiros de Abrantes e o Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (STEPH) destacaram, no entanto, que as condições das estradas e o trânsito podem atrasar a chegada aos locais, tornando impossível cumprir o tempo de oito minutos previsto pelo INEM para ocorrências P1. No mesmo dia, houve dezenas de ocorrências em espera, algumas com tempos de resposta superiores aos recomendados.
O novo sistema de prioridades do INEM, em vigor desde o início do ano, define tempos de chegada dos meios de emergência consoante o nível de gravidade: 8 minutos para P1, 18 para P2, até 60 para P3 e 120 minutos para P4, enquanto os casos P5 não exigem envio de meios de emergência.
Fonte:JN / Foto:INEM