Uma mulher e uma criança perderam a vida este domingo. As autoridades gregas conseguiram resgatar 50 sobreviventes, mas as buscas continuam por três desaparecidos em condições de mar adversas.O Mar Egeu voltou a ser palco de mais um episódio dramático na crise migratória. Este domingo, as equipas de resgate da guarda costeira grega recuperaram os corpos de uma mulher e de uma criança após o naufrágio de uma embarcação que transportava mais de meia centena de pessoas.
Operação de resgate sob ventos fortes
Apesar da rápida intervenção das autoridades portuárias, que resultou no salvamento de 50 passageiros, o cenário continua incerto. Pelo menos três pessoas continuam desaparecidas nas águas ao largo da ilha de Ikaria, zona situada na rota migratória que liga a costa turca à União Europeia.
As operações de busca e salvamento estão a ser severamente condicionadas pela meteorologia. Ventos de força 6 na escala de Beaufort dificultam o trabalho das embarcações e da equipa de mergulhadores enviada para o local, tornando a janela de sobrevivência para os desaparecidos cada vez mais curta.
Um cemitério no Mediterrâneo
Esta ocorrência em Ikaria não é um caso isolado. Só em 2025, o ACNUR registou mais de uma centena de mortes ou desaparecimentos em águas territoriais gregas. A pressão migratória tem forçado os refugiados a procurar rotas alternativas e mais perigosas, como a travessia entre a Líbia e Creta, onde no mês passado se registou outro naufrágio com 17 vítimas mortais.
De acordo com os dados mais recentes da Organização Internacional para as Migrações (OIM), o Mediterrâneo continua a ser uma das fronteiras mais letais do mundo, contabilizando cerca de 33.000 vidas perdidas na última década.
Fonte -CNN Portugal