CIM Alto Minho avança para terceiro concurso internacional dos transportes regionais
Publicado em 27/01/2026 23:13 • Atualizado 27/01/2026 23:19
Transportes
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A Comunidade Intermunicipal do Alto Minho (CIM Alto Minho) está a preparar o lançamento de um terceiro concurso público internacional para a contratação de um operador do serviço regional de transportes rodoviários, atualmente assegurado por 12 empresas.

As peças do procedimento já foram submetidas à Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT) para parecer, informação revelada numa sessão de participação pública realizada em Ponte de Lima, no âmbito da elaboração do Plano de Mobilidade Urbana Sustentável do Alto Minho (PMUS).

O novo concurso prevê a adjudicação de um contrato com a duração de cinco anos e deverá avançar com um preço-base superior aos 21,6 milhões de euros inicialmente estimados. O futuro operador terá de garantir uma produção anual superior a 2,6 milhões de quilómetros, reforçando as ligações entre os 10 concelhos do Alto Minho e assumindo também as redes municipais de transporte de todos os municípios, à exceção de Viana do Castelo, que desde 2025 dispõe de transportes urbanos próprios, os TUVIana, sob gestão municipal.

A CIM espera que a nova operação esteja plenamente no terreno em 2027, caso o concurso chegue finalmente a bom porto. Recorde-se que o primeiro procedimento foi anulado em 2023, e o segundo, lançado em 2024, acabou por não se concretizar depois de a empresa vencedora ter desistido do processo, apesar de decisão favorável do tribunal.

Este terceiro concurso será lançado já sob a liderança do atual presidente da CIM Alto Minho, António Barbosa, autarca de Monção, e incluirá alterações ao projeto inicial.

Segundo o Plano de Atividades e Orçamento da CIM para 2026, o orçamento global ronda os 17,7 milhões de euros, sendo que a área dos transportes representa cerca de metade da despesa prevista.

Paralelamente, decorrem sessões de recolha de contributos para a definição da estratégia de mobilidade da região para a próxima década, no âmbito do PMUS Alto Minho. Este plano permitirá aos municípios candidatarem-se a financiamento europeu para projetos de mobilidade sustentável, incluindo transporte flexível em zonas de baixa densidade, reforço da rede de carregamento de veículos elétricos, expansão da rede ciclável e campanhas de sensibilização.

Atualmente, cerca de 4.600 habitantes do Alto Minho continuam sem qualquer acesso a transporte público, sobretudo nos concelhos de Arcos de Valdevez, Monção e Caminha. A oferta existente está fortemente concentrada no período escolar e em concelhos como Ponte de Lima e Viana do Castelo, onde se verifica maior cobertura de carreiras.

Fonte:JN / Foto:Transportes 

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