Chuva persistente e degelo aumentam risco de cheias em Portugal, alerta climatologista
Publicado em 02/02/2026 08:14
Nacional
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Portugal mantém-se esta semana sob ameaça de cheias, especialmente nas regiões Centro e Norte, devido à chuva constante e ao degelo previsto nas terras altas. O climatologista Mário Marques explica que a combinação de precipitação prolongada, neve em cotas elevadas e subida das temperaturas aumenta o risco em rios como o Mondego, Zêzere, Tâmega, Águeda e Cávado.

Embora o vento tenha deixado de ser o principal perigo, a acumulação de água nos solos, já saturados há semanas, preocupa as autoridades. “Teremos chuva quase todos os dias até ao dia 9 ou 10, com alguns períodos mais secos, mas as quantidades acumuladas podem ser muito significativas”, refere Marques. A neve prevista acima dos 900 metros deverá derreter com o aumento da temperatura nos próximos dias, agravando a situação.

O especialista afasta, no entanto, a repetição de fenómenos extremos como a ciclogénese explosiva da semana passada, que afetou sobretudo o Oeste e Leiria. “Não há qualquer cenário de repetição deste evento nos próximos tempos”, garante.

Marques aponta ainda sinais de abrandamento do regime de precipitação a partir do dia 10 ou 11, com possibilidade de uma segunda quinzena de fevereiro mais soalheira, embora sem excluir novas frentes frias.

O climatologista explica que o padrão atual se deve a um “rio atmosférico” — uma corrente contínua de vapor de água proveniente de regiões subtropicais que alimenta a corrente de jato, provocando dias consecutivos de chuva intensa. Segundo ele, estes fenómenos podem não ser mais frequentes, mas são mais violentos, devido ao maior desequilíbrio atmosférico e à energia extra nos oceanos e na atmosfera.

 

A combinação de solos saturados, precipitação persistente e derretimento de neve mantém Portugal em alerta, e o Plano Nacional de Emergência da Proteção Civil já foi ativado para monitorizar a situação.

Fonte:SicNoticias / Foto:DRMR

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