A Proteção Civil deixou esta sexta-feira um forte apelo à população para que adote comportamentos de prevenção e segurança, perante a chegada da depressão Marta, que deverá trazer chuva intensa e vento forte, com rajadas que podem atingir os 100 quilómetros por hora.
Em conferência de imprensa, o comandante nacional da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), Mário Silvestre, explicou que, apesar de se prever um ligeiro alívio da precipitação ao longo do dia, o agravamento das condições meteorológicas é esperado sobretudo durante a noite de sexta para sábado.
Segundo o responsável, este novo episódio de mau tempo exige especial atenção, tendo em conta os estragos já provocados pelas recentes depressões Kristin e Leonardo, nomeadamente a queda de árvores e de estruturas. Nesse sentido, voltou a reforçar a necessidade de prudência para evitar mais danos e vítimas.
Nos últimos seis dias, a Proteção Civil registou 7.517 ocorrências em Portugal continental, envolvendo mais de 26 mil operacionais e cerca de 10.500 meios terrestres. Estão também a ser utilizados cinco helicópteros — dois da Força Aérea Portuguesa e três da ANEPC — para monitorizar cursos de água e zonas críticas.
Desde a semana passada, 13 pessoas perderam a vida na sequência dos temporais, que causaram ainda centenas de feridos, desalojados e elevados prejuízos materiais. As regiões mais afetadas são o Centro, Lisboa e Vale do Tejo e o Alentejo.
Perante este cenário, o Governo decidiu prolongar a situação de calamidade até 15 de fevereiro em 68 concelhos, permitindo o acesso a medidas de apoio que podem atingir os 2,5 mil milhões de euros.