Portugal regressa este domingo às urnas para a segunda volta das eleições presidenciais de 2026, num dia em que os eleitores são chamados a escolher o sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa. As assembleias de voto abriram às 08:00 e encerrarão às 19:00 (hora de Lisboa).
A necessidade de uma segunda volta aconteceu porque nenhum dos 11 candidatos na primeira ronda, em 18 de janeiro, alcançou mais de 50% dos votos. Nessa etapa, o candidato apoiado pelo Partido Socialista, António José Seguro, liderou com cerca de 31% dos votos, seguido pelo líder do Chega, André Ventura, com cerca de 23,5%.
A segunda volta presidencial é pouco comum em Portugal — a última foi em 1986 — e ocorre num contexto político e social marcado pela recuperação de tempestades que afetaram várias regiões do país nas últimas semanas.
Seguro é considerado o candidato moderado e tradicionalista, com apoio de setores políticos de diferentes quadrantes, enquanto Ventura representa uma força populista de direita que consolidou a sua presença no cenário político português ao longo dos últimos anos.
Os resultados desta segunda volta deverão começar a ser conhecidos no final da noite, após o encerramento das urnas e a divulgação das primeiras projeções oficiais. A eleição define quem ocupará o cargo de Presidente da República pelos próximos cinco anos, com impacto simbólico e político significativo no país.
Legenda da imagem: António José Seguro (PS) e André Ventura (Chega), candidatos à segunda volta das eleições presidenciais de 2026.