Proteção Civil monitoriza 30 quilómetros de estruturas críticas. Cerca de 3.000 pessoas já foram aconselhadas a abandonar as suas habitações perante a ameaça iminente de cheias.O Baixo Mondego vive horas de extrema tensão. O Comandante Nacional da Proteção Civil, Mário Silvestre, assumiu hoje que a região de Coimbra é atualmente o ponto "mais preocupante" do mapa nacional, devido ao risco real de colapso de um dos diques que marginam o rio.
A estrutura em causa faz parte de uma extensão de 30 quilómetros de barreiras que protegem as populações entre a cidade de Coimbra e a Figueira da Foz. Caso a rutura se confirme, o volume de água poderá inundar vastas áreas residenciais e agrícolas de forma descontrolada.
Evacuação em curso e centros de acolhimento prontos
Perante o cenário de "risco significativo", as autoridades não quiseram esperar pelo pior. A presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Ana Abrunhosa, confirmou que a operação de retirada preventiva abrange cerca de 3.000 residentes.
Logística de Emergência: Foram instaladas zonas de concentração e centros de acolhimento para receber as famílias deslocadas.
Avisos Prévios: A Proteção Civil garante que os moradores foram alertados atempadamente para garantir uma saída organizada e segura.
Perigos Adicionais: Além das cheias, o alerta mantém-se elevado para a ocorrência de derrocadas, dado que os solos se encontram completamente saturados pela chuva persistente.
O comando das operações mantém a monitorização constante do caudal do Mondego, apelando à população que siga rigorosamente as instruções das autoridades locais e evite deslocações desnecessárias para as zonas de risco.
Fonte:Lusa