O Executivo Municipal do Porto assinalou os primeiros 100 dias de mandato com a apresentação pública das principais medidas implementadas desde a tomada de posse, em novembro do ano passado. Sob o que o presidente da Câmara, Pedro Duarte, definiu como um “princípio de transparência” e “participação cidadã”, foram destacados 100 passos dados neste arranque de governação.
O momento simbólico da data ficou marcado pela plantação da centésima árvore no Parque da Pasteleira, gesto que o autarca associou à ideia de lançar sementes para o futuro da cidade.
Numa conferência de imprensa realizada no Reservatório do Museu do Porto, Pedro Duarte apontou a proximidade e a concretização como pilares da ação do Executivo. Defendeu um modelo de governação assente na escuta ativa, no diálogo e na participação dos cidadãos, sublinhando que a cidade exige respostas eficazes e capacidade de execução.
Entre as prioridades destes primeiros meses, o autarca destacou as áreas da segurança e da mobilidade. Na segurança, referiu a criação de um pelouro dedicado, a revitalização do Conselho Municipal de Segurança, o reforço do efetivo da Polícia Municipal, a realização de um estudo sobre os níveis reais de criminalidade e a instalação de mais câmaras de videovigilância, bem como um novo plano de iluminação pública.
Na mobilidade, Pedro Duarte apontou como metas a entrada em funcionamento do metrobus até ao final de fevereiro, com a segunda fase prevista antes do verão, e medidas para aliviar o tráfego na VCI, nomeadamente o fim das portagens para pesados na CREP a partir de março. Está também prevista a criação de novas Zonas Pedonais Temporárias, começando pela Praça da Batalha.
O presidente da Câmara defendeu ainda que estes 100 dias representam a afirmação do Porto como líder regional. Criticando a fragmentação do poder local e a ausência de estruturas intermédias com legitimidade política, considerou essencial que o município assuma um papel dinamizador no crescimento da região.
Para além das áreas estruturantes, Pedro Duarte sublinhou uma nova abordagem em domínios como cultura, habitação, juventude, saúde, educação e desporto, bem como uma atenção reforçada aos espaços verdes e à coesão social, com medidas dirigidas a pessoas em situação de sem-abrigo e à população idosa. Destacou também a intenção de posicionar o Porto como referência em inovação social.
“O que fazemos hoje é para benefício das gerações futuras”, afirmou o autarca, defendendo que governar é plantar sementes cujo impacto só será plenamente visível com o tempo.
Câmara Municipal do Porto / Foto:Andreia Merca