Depois da tempestade, uma empresa de Leiria luta para reerguer-se: “o teto foi embora, o chão ficou”
Publicado em 21/02/2026 09:15
Nacional
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Uma empresa de metalomecânica em Leiria viu grande parte do seu edifício desabar com os ventos violentos e chuvas intensas provocados pela depressão Kristin, mas mantém a determinação de continuar a operar apesar do choque inicial.

O principal pavilhão da fábrica, localizada nos Pousos, perdeu por completo a sua cobertura quando rajadas fortes arrastaram o teto para a estrada, deixando máquinas de grande valor expostas às intempéries e obrigando a equipas a cobri-las com lonas para evitar ainda mais danos.

Sócia-gerente da empresa, que emprega cerca de 40 pessoas, contou que chegar ao local depois da tempestade foi “um choque”, mas a equipa imediatamente se pôs a trabalho para salvaguardar os equipamentos e começar a avaliar os estragos.

Os prejuízos podem chegar a milhões de euros, dependendo do estado em que ficaram as máquinas essenciais à produção. Os responsáveis lamentam que o pavilhão sem cobertura fosse “o coração” da empresa e que os servidores tenham sofrido infiltrações nos escritórios, mas sublinham que os alicerces e a equipa continuam intactos e com vontade de recuperar.

Apesar das dificuldades financeiras e das incertezas sobre a resposta da seguradora, a direção decidiu não recorrer a layoff, priorizando manter activos os trabalhadores e tentar retomar progressivamente a actividade, avaliando cada máquina que volta a funcionar como um pequeno sinal de esperança.

O caso da metalomecânica de Leiria é um dos muitos na região duramente atingida pelo mau tempo, que tem provocado prejuízos generalizados, quedas de árvores e danos em infra-estruturas, num cenário que continua a desafiar empresas e comunidades locais.

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