A Base das Lajes, na ilha Terceira, nos Açores, mantém um movimento intenso de aeronaves militares norte-americanas, sobretudo aviões de reabastecimento aéreo, na sequência da recente escalada de tensão no Médio Oriente.
Desde o ataque conjunto dos Estados Unidos e de Israel ao Irão, registado no sábado, o número de descolagens na infraestrutura açoriana aumentou significativamente. Ao longo dos últimos dias, vários aviões reabastecedores KC-46 Pegasus têm partido e regressado à base, realizando missões com durações e horários variáveis.
No domingo verificou-se o maior número de operações, com mais de uma dezena de descolagens. Estas aeronaves têm capacidade para abastecer caças e outros aviões militares em pleno voo, podendo estar a apoiar deslocações entre território norte-americano e o Médio Oriente.
Além dos reabastecedores, passaram também pela Base das Lajes caças F-16, aviões de transporte estratégico como o C-17 Globemaster III e o C-5M Super Galaxy — o maior avião de transporte da Força Aérea norte-americana — bem como aeronaves C-130 e um P-8 Poseidon, especializado em missões de vigilância e guerra antissubmarina.
O reforço do movimento aéreo começou ainda antes do ataque ao Irão, tendo-se intensificado a partir de meados de fevereiro.
O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, recordou recentemente que o Acordo de Cooperação e Defesa entre Portugal e os Estados Unidos prevê mecanismos de autorização para utilização da base, com prazos curtos.
Também o presidente do Governo Regional dos Açores, José Manuel Bolieiro, afirmou que o acordo foi cumprido e sublinhou a importância estratégica da região no atual contexto internacional.
Entretanto, o conflito no Médio Oriente agravou-se com trocas de ataques entre os Estados Unidos, Israel e o Irão. Segundo dados divulgados por autoridades e organizações humanitárias, o número de vítimas continua a aumentar, num cenário que mantém elevada a tensão geopolítica internacional.
Fonte e Foto:Lusa