O presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque, acusou o Estado de não cumprir as suas obrigações para com a região, sobretudo na área da proteção civil, afirmando que a República continua a falhar compromissos assumidos.
Durante a sessão solene da Semana da Proteção Civil, no Funchal, o governante criticou o que considera ser uma postura de inação por parte do Governo da República, referindo que continuam por concretizar apoios prometidos, nomeadamente o financiamento do meio aéreo afeto à proteção civil regional e a disponibilização de um segundo helicóptero para combate a incêndios.
“Vivemos num Estado que não assume responsabilidades. É só conversa, fantasia, promessas, beijinhos e ‘selfies’”, afirmou, num discurso marcado por críticas diretas ao executivo nacional.
O líder do executivo regional recordou que este ano se assinalam os 50 anos da autonomia da Região Autónoma da Madeira, sublinhando que, apesar desse percurso, persistem situações em que a região assume encargos que, na sua perspetiva, deveriam ser suportados pela República.
Paralelamente às críticas, Miguel Albuquerque destacou investimentos já realizados na prevenção de incêndios e anunciou novas medidas para os próximos meses. Entre elas, a criação de áreas corta-fogo com espécies menos combustíveis, a utilização controlada de gado em determinadas zonas e a simplificação dos processos legais para intervenções de limpeza florestal.
O executivo madeirense aprovou recentemente uma proposta legislativa que visa reduzir a burocracia nas ações de prevenção, permitindo respostas mais rápidas antes da época crítica de incêndios.
O governante defendeu ainda uma aposta clara na inovação tecnológica, assumindo o desafio de desenvolver drones específicos para o combate a incêndios urbanos e rurais, bem como a integração futura de sistemas de inteligência artificial nos centros de coordenação da proteção civil.
Segundo Albuquerque, a modernização tecnológica será essencial para reforçar a prevenção, melhorar a informação e tornar mais eficaz o combate aos sinistros na região.
Fonte e Foto:Lusa