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Governo restringe entrada de influenciadores e conteúdos misóginos nas escolas
Publicado em 07/03/2026 11:30
Nacional
Fernando Alexandre

O Ministério da Educação anunciou a criação de um grupo de trabalho urgente para definir novas diretrizes que impeçam a realização de atividades de cariz não pedagógico nos estabelecimentos de ensino. A decisão surge como uma resposta direta à recente polémica sobre a presença de influenciadores digitais, conhecidos por promoverem discursos sexistas e misóginos, em dezenas de escolas públicas.

De acordo com o despacho assinado pelo Ministro Fernando Alexandre, a medida pretende garantir que o espaço escolar se mantenha fiel à sua missão de integridade e segurança. O Governo justifica a intervenção face ao aumento de iniciativas que, sob o pretexto de campanhas organizadas por associações de estudantes, acabam por introduzir conteúdos que colidem com os valores educativos fundamentais.

O alerta foi dado por uma investigação do jornal Público, que revelou que, nos últimos dois anos letivos, 79 escolas abriram as portas a figuras da internet cujas mensagens promovem a objetificação sexual e ideologias discriminatórias.

A equipa responsável por elaborar estas novas normas será coordenada por Alexandre Homem Cristo, Secretário de Estado Adjunto e da Educação. O objetivo é dotar os diretores escolares de ferramentas claras para filtrar e proibir eventos que comprometam a "neutralidade e a segurança" dos alunos.

Estabelecer critérios rigorosos para a entrada de entidades externas nas escolas.

Reforçar o papel pedagógico nas atividades extracurriculares.

Apoiar os diretores na tomada de decisão perante propostas de associações estudantis.

O relatório final com as novas orientações deverá ser entregue até ao final do corrente mês, prometendo uma mudança estrutural na forma como as escolas gerem as suas parcerias e eventos externos.

Fonte - Agência Lusa / Foto:Lusa

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