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APED pede ao Governo redução de impostos sobre combustíveis para proteger consumidores
Associação alerta que conflitos internacionais e aumento dos custos energéticos estão a gerar ansiedade e pressões inflacionistas no retalho alimentar
Publicado em 13/03/2026 09:14
Nacional

A Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição (APED) apelou ao Governo para que ajuste a fiscalidade sobre os combustíveis, de forma a proteger a confiança dos consumidores, face à instabilidade provocada pelo conflito no Irão. A recomendação foi feita pelo diretor-geral da associação, Gonçalo Lobo Xavier, em entrevista à Lusa.

Segundo Lobo Xavier, os preços dos combustíveis em Portugal estão entre os mais taxados da Europa, incluindo impostos específicos, taxa de carbono e IVA. “A única via é reduzir impostos, sem comprometer as contas públicas, para aliviar o impacto destes choques externos sobre a economia e os consumidores”, afirmou.

O responsável explicou que, apesar do retalho alimentar e especializado continuar a funcionar normalmente, o aumento dos custos energéticos pode pressionar toda a cadeia de valor — desde produtores agrícolas e logística até à agroindústria — resultando em aumentos de preços que o retalho acabará por transmitir ao consumidor.

Gonçalo Lobo Xavier sublinhou que as margens do retalho são já muito reduzidas, entre 2% a 3%, e que a concorrência tem ajudado a conter o aumento dos preços. Ainda assim, os recentes choques internacionais estão a gerar ansiedade entre colaboradores e consumidores, tornando urgente uma intervenção governamental direcionada à fiscalidade dos combustíveis, sem alterar o IVA dos alimentos.

O diretor-geral da APED reforçou que, em termos de apoio ao setor, a prioridade é garantir que os agricultores afetados por tempestades em janeiro recebam os apoios prometidos, assegurando que toda a cadeia de valor funcione de forma estável, mesmo num contexto de incerteza global.

Fonte:Lusa / CNN / Foto:Direitos Reservados

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